DESENHO | Jorge Leal

Entre a distância e o presente | Maísa Champalimaud

TOPOFILIA #4 | Filipa Reis

DO AVESSO | Constança Saraiva

CONCEITO PERCEPTO AFECTO | Maria Cohen

Dias de Nada - Underrated | Tiago da Cunha Ferreira

Simulacro do Imaginário | Diogo Almeida Martins

ART PARKING by Edge Arts

XXL | Peter Gilbert

A VÓS, AVÓS, A VOZ | Filipe Cravo

OVER THE VOID | Miguelangelo Veiga

PASSAGENS COM COR | José Moura-George

EMOSPHERIC LANDSCAPES | Inês Dantas

NO © | Manuel Furtado dos Santos

DARKSTAR

MEMÓRIA CARTOGRAFADA

UM, NENHUM E CEM MIL | Joana Ricou

SABIAS QUE AS PAREDES TÊM OUVIDOS?

INTROSPETIVA | Nuno Vasa | O Jogo Possível

18.MAR'16  |  in DIÁRIO DE NOTÍCIAS - EVASÕES

WORKSHOPS MAJORA
Regresso aos tempos de Glória

Quatro dias para jogar, brincar, aprender e construir brinquedos inspirados pelos clássicos da Majora. Os pais não precisam de grandes explicações sobre o que eram (são, aliás) o mikado, o jogo da glória, o jogo do ganso, o pontapé ao goal ou outros clássicos da portuguesa Majora. Contudo, a maioria das crianças já não consegue pensar em brincadeiras que não envolvam tecnologia. Para contrariar a tendência, e pondo a bom uso os dias de férias da Páscoa, o projeto cultural Edge Arts organiza, entre 21 e 24 deste mês, um conjunto de workshops que trazem de volta os jogos que fazem parte do imaginário de várias gerações e que ensinam os mais novos a brincar como antigamente e a criar os próprios brinquedos, com muita imaginação.

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07.MAR'15  |  in PÚBLICO - FUGAS

Workshops de fotografia - Selfies à Sombra

De 23 a 27 de Março, vem criar a tua selfie e faz uma viagem pelo mundo da fotografia, num workshop organizado pelo Edge Arts - Arte Contemporânea e destinado a crianças dos seis aos 12 anos. Preço: 20€/dia; 25€/dia com almoço; 90€/5 dias; 115€/5 dias com almoços. No LEAP Center do Espaço Amoreiras.

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05.MAR'15  |  in MUTANTE

Levem as crianças a tirar “Selfies à sombra”

Polaroids, fotogramas, pinhole são alguns dos suportes que irão levar os mais novos numa viagem pelo mundo da fotografia durante as férias da Páscoa. Num abrir e fechar de olhos, a pausa escolar está à porta. Por isso, o Edge Arts – Arte Contemporânea está a preparar um conjunto de workshops de fotografia intitulado “Selfies à sombra” destinado a crianças dos seis aos 12 anos, com data marcada entre 23 e 27 de março, no LEAP Center do Espaço Amoreiras, em Lisboa. Ao longo dos cinco dias, a pequenada irá explorar várias ferramentas e suportes, desde polaroids, fotogramas, pinhole a cianotipias, convidando-as a viajar pelo universo da fotografia e a aprender diferentes técnicas de exposição à luz, às sombras e aos filtros.

Tome nota:
Dia 23 / Revela o teu retrato! Polaroid: retratos de grupo e fotografia instantânea.
Dia 24 / A minha cara em carimbos! Introdução às noções de reprodutibilidade através do desenho e de carimbos.
Dia 25 / Imagens à luz! Técnicas de fotograma e Van Dyck.
Dia 26 / Mini-máquina fotográfica! Construção da primeira pinhole e revelação fotográfica.
Dia 27 / Grandes fotografias azuis! Experiências de cianotipia e revelação em grande escala.
No final do programa, cujo acompanhamento e formação está nas mãos de Maria Sassetti e Xana Sousa, há uma surpresa para cada participante. O horário dos workshops é das 10 às 17.30 horas, com acolhimento a partir das 8.30 horas e o intervalo do almoço entre as 13 e as 14.30 horas. O valor de cada workshop é de 20 euros (sem almoço) e de 25 euros (com almoço). Caso opte pelo pack dos cinco workshops, os preços são de 90 euros (sem almoço) e de 115 euros (com almoço). As refeições são servidas no restaurante Origem – Cozinha Saudável, nas Amoreiras. Na inscrição do segundo/a filho/a, a qual pode ser feita através do 213 600 071 (das 9 às 17 horas) ou do email info@edge-arts.org (formulário online), há um desconto de 10 por cento, que também se aplica na inscrição dos filhos dos trabalhadores do Espaço Amoreiras (descontos não acumuláveis). A ação surge na sequência da exposição de carácter documental e de pesquisa fotográfica intitulada” Dias de nada – Underrated”, de Tiago da Cunha Ferreira, em destaque no Espaço Amoreiras, de 19 de março a 25 de abril. A visitar. Quem alinha?

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01.MAR'15  |  in LX4KIDS

A Páscoa ainda vem longe (é só a 5 de Abril), mas o final do segundo período escolar, esse, está já aí. Veja como lhes pode ocupar os tempos livres nestas férias e recompense-os pelas boas notas...

A proposta do Edge Arts para as férias da Páscoa passa por explorar a fotografia e outras técnicas sensíveis à luz, desde máquinas construídas à mão a partir de caixas de papelão, brincar com o preto e o branco, descobrir sombras azuis e fazer filtros quentes e frios. Ao longo de cinco dias as crianças entre 6 e os 12 anos poderão descobrir todo um novo mundo e tirar a sua “Selfie à Sombra”…

06.FEV'15  |  in THE ART BOULEVARD

Exposição EDGE ARTS: «Simulacro do Imaginário» de Diogo Almeida Martins no Espaço Amoreiras

A exposição de Diogo Almeida Martins, Simulacro do Imaginário, foi inaugurada no dia 29 de janeiro de 2015 no Edge Arts - Arte Contemporânea (Espaço Amoreiras, Lisboa) e permanece patente até 25 de fevereiro! O artista desenvolve o seu trabalho sob várias premissas, tais como a do duplo, do eu, de simulacro de realidades, do palco, da profundidade. No corpo de trabalho de Diogo Almeida Martins verifica-se a utilização de vários media presentes nas artes plásticas, tais como a fotografia, a escultura e a pintura. No entanto transversal a este, está presente uma ausência constante dada através das marcas deixadas pelo passado, ou de elementos que outrora ocuparam o espaço que se deixa mostrar. A realização das silhuetas humanas que estão presentes as obras O Gabinete e A Sala são obtidas através da junção das duas pessoas (o artista e a outra pessoa), tal como acontece no seu processo fotográfico, onde o artista é dado como tela de recepção à projeção de um outro eu. Os simulacros propostos pelo artista apresentam narrativas construídas, onde o autor se insere sempre. Nas suas peças a presença autoral existe através da sobreposição de duas realidades, a realidade do artista e uma realidade externa, prevalecendo apenas o que surge desta união. Desta simbiose de formas nascem seres estranhos e diferentes, que são sempre definidos pelas características de ambas realidades. Na criação da obra final, Diogo Almeida Martins acrescenta à sua imagem uma identidade imaginária, que é no entanto uma proposta subjetiva ao observador. A interpretação das peças não é totalmente directa, uma vez que o ato de ver adiciona e constrói novas leituras.

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06.JAN'15  |  in DIÁRIO DIGITAL

«Simulacro do Imaginário», de Diogo Almeida, em Lisboa

A arte e a rotina do universo empresarial estarão representados no Espaço Amoreiras, de 29 de Janeiro a 25 Fevereiro, numa instalação do artista Diogo Almeida Martins. O jovem português conta histórias através da sobreposição de realidades distintas e apela à desconstrução do eu observador com a exposição «Simulacro do Imaginário». A inauguração deste projeto, promovido pelo Edge Arts, será no dia 29 Janeiro, pelas 18:00. O átrio do Espaço Amoreiras será preenchido por um desenho de uma planta em grande escala: usar formas do desenho das plantas arquitetónicas dos escritórios deste centro empresarial é um dos principais gestos do artista, que convida o público a experimentar as suas obras colocando-as em espaços pluridisciplinares. A juntar a esta instalação estarão outras peças de Diogo Almeida Martins, em locais distintos do Espaço Amoreiras. O Gabinete e A Sala são palcos que apresentam silhuetas humanas, numa narração de sombras. Estes cenários são feitos de madeira, veludo, metal e dracalon e recorrem à ideia de simbiose anteriormente referida: o confronto entre dois mundos distintos, caraterística por excelência do autor. Diogo Almeida Martins tem um percurso marcado pela utilização de vários media presentes nas artes plásticas, como a fotografia, a escultura e a pintura. As suas obras apresentam várias marcas que sugerem a passagem do tempo, numa invocação de conceitos como do eu, do duplo, da profundidade. A exposição «Simulacro do Imaginário» vai ao encontro destes traços expressivos de Diogo Almeida Martins através de sugestões de identidades imaginárias, propostas subjetivas ao observador. A interpretação das suas obras permite a construção de novas leituras e convida o público à sua própria projeção na obra. Diogo Almeida Martins (n. 1989, Torres Vedras) Vive e trabalha em Torres Vedras. Licenciado em Artes Plásticas, na Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha, onde concluiu também o Mestrado em Artes Plásticas no ano 2014.
Em 1991 foi viver para a Bélgica, regressando a Portugal em 1998, onde desde então vive. Já em Portugal, o artista tem vindo a realizar várias exposições nos últimos anos, podendo ser destacadas «Meia Pensão», no âmbito do Ciclo de Exposições no Hotel Madrid, Caldas da Rainha (2014) e a exposição «Mini Hotel», um projecto intitulado «Passa a Cabine», organizado pela Fundação PT/IP Leiria, Caldas da Rainha (2013).

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17.DEZ'14  |  in IONLINE

Crianças aprendem a fazer arte de rua em parque de estacionamento

Miguel, de 10 anos, conseguiu hoje experimentar arte de rua, num ‘workshop’ em Lisboa, mas se pudesse ocupava uma parede com um desenho de “um miúdo a olhar pela janela a ver um miúdo a olhar pela janela”. O plano foi contado pelo menino num ‘workshop’ de ‘street art’ (arte de rua) para crianças, entre os seis e os 11 anos, a decorrer entre uma sala e um parque de estacionamento, que é também galeria. As manhãs destes dias de férias do Natal começam pela teoria, com explicação das técnicas e dos materiais a usar, como o ‘grafitti’, ‘stencil’, ‘spray’ e canetas poscas. Porém, depressa se passa ao parque de estacionamento subterrâneo do Espaço Amoreiras, onde sete paredes e uma rampa serviram de tela a outros tantos artistas. A primeira professora deste ‘workshop’ foi Mariana Dias Coutinho, que levou os 15 aprendizes até junto de um poste do estacionamento para acentuarem as manchas da parede. No seu trabalho, esta artista parte das manchas, até de humidade, das paredes, como numa “espécie de jogo das nuvens” no qual se adivinham formas, como nota quando apresenta aos meninos a pintura que fez naquele parque de estacionamento. Na sua vez de comentar a intervenção, o mais pequeno do grupo faz questão de apontar: “estão ali mamocas”. Mas também há cabelos de nuvens, narizes maiores do que o costume, assim como cabeças sobredimensionadas, como acrescentam outros do mesmo grupo do pequeno André, de seis anos. Mariana Dias Coutinho afirma ainda que quis ali deixar personagens para os espectadores imaginarem as suas próprias histórias. O André ainda toma a palavra para dizer que também já pinta em casa, só que não são paredes. “São cartolinas”, afirma à agência Lusa. Os irmãos Miguel e Pedro, de 10 e sete anos, respectivamente, estão entusiasmados por ali estar e, da experiência que já têm com arte, contam como utilizam cavaletes. “Pensei que era giro vir aqui”, resume Pedro, enquanto o irmão Miguel lá relata a sua ideia de como preencher a parede com os miúdos que olham pela janela. Já Martim, de 10 anos, gostava de seguir a técnica de Vhils e fazer “caras de pessoas, partindo paredes”.

05.DEZ'14  |  in DAILY SECRET

WORKSHOP DE NATAL EDGE ARTS - Pequenos artistas

Se há coisas que as crianças gostam é de riscar - perdão - intervir nas paredes lá de casa. A pensar nesses pequenos pintores a Edge Arts concebeu o seu 1.º Workshop de Natal. Mas se já está a pensar que vão chegar a casa cheios de Pais Natal desenhados a lápis de cor, esqueça. Através de um programa divertido e didático, os mini-artistas são convidados a experimentar a diversidade de técnicas usadas na arte urbana como o graffiti, o stencil ou o spray e fazer os seus próprios desenhos sobre o Natal.
Para se inspirarem, as crianças são ainda desafiadas a conhecer as pinturas que deram nova vida ao parque de estacionamento do Espaço Amoreiras. Depois é só dar asas à imaginação!
P.S. Mariana Coutinho e Maria Passô, autoras de alguns murais do Art Parking 2014, estão presentes para inspirarem as crianças.

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24.OUT'14  |  in SHIFTER

Arte num estacionamento subterrâneo de Lisboa

Uma garagem subterrânea nas Amoreiras, oito street artists portugueses. Pantónio, Gonçalo Mar, Pedro Zamith, Smile, Maria Passô, Zana Moraes, Mariana Dias Coutinho e Edis One aceitaram o desafio do Edge Arts e deram uma nova vida às paredes cinzentas e tristes do estacionamento do Espaço Amoreiras, em Lisboa. Esta iniciativa surgiu da vontade do Edge Arts dar a conhecer a arte urbana e em simultâneo promover artistas nacionais, sendo este um dos pilares da sua atividade. As propostas apresentadas foram selecionadas por um júri composto por membros da administração e gestão do Espaço Amoreiras, do The Edge Group, do Edge Arts e pela artista convidada, Mariana Dias Coutinho. Com este projeto propõe-se requalificar o parque de estacionamento, mantendo as suas caraterísticas essenciais, mas criando um ambiente de diversidade. O tema foi livre, dando assim liberdade criativa total aos artitas envolvidos. O resultado são obras que se exibem e que atravessam universos bem distintos, desde as intervenções a graffiti de Gonçalo MAR, SMILE e Edis One, passando pela linguagem singular de Mariana Dias Coutinho, Pantónio e Pedro Zamith e pela revelação do trabalho de artistas emergentes, como Maria Passô e Zana Moraes. A Underdogs associou-se ao projeto, realizando a curadoria de uma parede, cujo artista é revelado durante a inauguração.

Pedro Zamith - “Todas as cidades cosmopolitas têm parques de estacionamento. Em todos eles passam centenas de pessoas diariamente. Uma espécie de submundo, ninguém se conhece e apenas entre e sai em silêncio. Pessoas com histórias, mas que naquele local de passagem rápida, parecem todos iguais com os fatos de macaco e a máscara de gás para que ninguém se possa sentir identificado. Os parques de estacionamento são isso mesmo: um local de passagem rápida, com meia-luz, silencioso e poluído. Todos os transeuntes parecem iguais, até ao dia em que um começa a tentar arrancar a máscara e a querer respirar o ar poluído como se não houvesse amanhã…”

Gonçalo Mar - “Chegamos sempre ao sítio onde nos esperam” – José Saramago
“Esta expressão faz-me pensar o parque de estacionamento enquanto local de encontros e desencontros nesta nossa atarefada agenda. Visualmente, represento dois corredores pegados um ao outro de forma a construir um ciclo que se repete, sem nunca avistarmos um fim. A mensagem que invoco, assumindo a verdadeira beleza plástica das cores em sintonia, propõe pensar que o tempo é um resumo das coisas às quais vamos dando prioridade. Na realidade, é dar tempo ao tempo e sentir que chegamos sempre ao mesmo sítio que nos esperam.”

Pantónio - A intervenção de Pantónio é representativa da linguagem singular do artista, marcada pela repetição de padrões – realizados e negativo e em linha – dos quais emergem figuras a correr, com uma forte carga emocional. O movimento, a intensidade e a volumetria são traços únicos da sua pintura, onde utiliza geralmente o mesmo código de cores (negro, azul, branco e amarelo).

Zana Moraes - Esta peça faz parte de uma série sobre “Habitantes dos Cumes Altos”, designação atribuída pela artista a criaturas das montanhas. Com esta figura, Zana Moraes procura trazer um elemento da natureza para dentro de um parque de estacionamento urbano e subterrâneo.

Mariana Dias Coutinho - “O meu imaginário (às vezes onírico), com cenas de fácil reconhecimento, timeframes, explora as peculiaridades das personagens grotescas, reveladas através da sua disposição e respectiva interacção, induzindo o espectador a uma reflexão existencialista sobre o universo feminino. A apropriação do amarelo presente na barra de segurança, por ser uma cor inspiradora e que desperta a criatividade, acentua e simboliza a noção de luz, calor e prosperidade, contrastando com as características intrínsecas do local (parque de estacionamento) onde está inserida.”

Ivo Smile - “(…) criar um espaço em que és só passo, que a passo e passo se torna caminho. Um espaço em passo, num passo esparso que se vê. Sozinho. Anda. Sem medo do fim, porque a meta que se promete é o mesmo sítio de onde partiste inicialmente (…)” – José Anjos
“Cito este excerto do poema ‘Veículo Usado’ de José Anjos pela associação destas palavras com a pintura representada. No fundo, o que pretendi nesta pintura foi marcar mais um passo no meu caminho que o faço sozinho. Não sei qual será o seu fim, mas o que sei é que quero percorrê-lo, nem que para isso tenha que voltar ao início.”

Edis One - Nesta proposta, Edis One procura envolver a sua pintura com o local. Para tal, o artista relaciona e desenvolve um conjunto de factores, como a ideia de diversão, segurança, cor e movimento, que são inerentes ao local de intervenção e respectivos clientes que o frequentam, diariamente. O carro pintado é enquadrado com uma peça de lettering, linguagem própria dos graffitis.

Maria Passô - Duas poltronas numa sala que, outrora, fora das mais confortáveis salas que aquela mulher conhecera. Agora, só um cadeirão vazio acompanhado de um outro onde se encontra esta figura, parcialmente nua que com uma mão agarra a fotografia do seu desaparecido amado, e com a outra reclama as saudades que dele sente. Um recanto onde já se sentem as nostalgias entranhadas nas paredes. Uma obra provocadora que, no entanto, representa apenas as carências e a vulnerabilidade de uma mulher deixada, de um amor à distância, de um silêncio entre os dois.

Underdogs - A Galeria Underdogs participou na curadoria do Art Parking com uma pintura mural executada por Dwelle. Jovem artista e ilustrador, com formação em design gráfico, membro do colectivo Boardbrothers, dá aqui vida a uma intervenção inspirada “nas pinturas dos guerreiros das tribos africanas”, mesclando “a forma das máscaras tribais africanas” repletas de simbologia vária, cores e outros elementos visuais.

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20.OUT'14  |  in MUTANTE

Arte Urbana / Espaço Amoreiras

E se um estacionamento fosse galeria de arte urbana? Seria assim, como o Parque de Estacionamento do Espaço Amoreiras, em Lisboa.
Vencedores do Art Parking no Espaço Amoreiras foram Pantónio, Gonçalo MAR e Mariana Dias Coutinho, entre outros nomes, apresentam os seus trabalhos no Parque do seu bem conhecido estacionamento do Espaço Amoreiras. Os artistas selecionados para a 1.ª Edição do Art | Parking, do Edge Arts, dão uma nova vida às paredes de um normal parque de estacionamento com os seus graffitis e os sete magníficos são: Pantónio, Gonçalo MAR, Pedro Zamith, Zana Moraes, SMILE, Edis One, Maria Passô, e Mariana Dias Coutinho, convidada especial para esta edição, também autora de um trabalho de arte urbana, nas paredes do Parque de Estacionamento. Os trabalhos destes artistas foram inaugurados no passado dia 25 de setembro e estão à espera da sua visita. Das várias obras de arte urbana destaca-se o trabalho de Pantónio, artista açoriano que se tornou conhecido depois de ter trocado as voltas às placas de sinalização em Lisboa, quando a troika entrou em Portugal – “Sendo um parque de estacionamento subterrâneo, pretendo aproveitar o ambiente e jogar com isso”, revela Pantónio. Gonçalo MAR, veterano no mundo da Arte Urbana, participou na maior intervenção mural do norte de Portugal e desenhou duas capas para o Jornal Expresso, é outro nome de destaque – “‘Chegamos sempre ao sítio onde nos esperam’ – é o título desta peça, concebida a partir deste pressuposto de Saramago, onde revejo aqui o parque de estacionamento como um lugar de encontros e desencontros nesta nossa atarefada agenda”, afirma MAR. Maria Passô é a artista revelação desta 1.ª edição e a aposta do Edge Arts no talento emergente; com apenas 18 anos, estuda na Escola António Arroio, e personaliza as paredes do Parque de Estacionamento do Espaço Amoreiras com o trabalho “Tenho saudadinhas tuas, amor”. O Edge Arts foi criado em 2012, no ano em que o The Edge Group celebrou o seu 10.º aniversário. É um projeto cultural destinado a promover a arte contemporânea, através da pluridisciplinaridade dos seus espaços. Focado na aposta nas novas gerações de artistas portugueses e na criação de programas baseados na inovação, criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo, o Edge Arts organiza exposições, conferências, concertos e outras iniciativas, que pretendem divulgar a arte contemporânea junto de públicos que habitualmente não visitam os museus e atrair novos públicos (nacionais e estrangeiros) de diferentes áreas de negócio pelo envolvimento de opinion leaders do ramo no seu programa de atividades. Este estacionamento transformado em galeria de arte urbana é prova concreta do espirito e objetivos do Edge Arts. Este momento Art | Parking pode ser visitado dentro dos horários do Espaço Amoreiras: de 2.ª a 6.ª feira das 07h00 às 23h00, aos sábados das 09h00 às 21h00 e aos domingos e feriados das 09h0 às 18h00. Não deixe de passar por lá e viver arte onde menos esperava encontrar. A ir!

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16.OUT'14  |  in P3

Uma garagem que é uma galeria subterrânea de street art

O Edge Arts é um projecto cultural destinado a promover a arte contemporânea, através da pluridisciplinaridade dos seus espaços. Este projecto lançou a primeira edição do Art Parking, em parceria com a galeria Underdogs, desafiando os artistas a desenvolver trabalhos de arte urbana no Parque de Estacionamento do Espaço das Amoreiras.
O concurso esteve aberto a qualquer candidato português ou estrangeiro e a Mariana Dias Coutinho foi a convidada especial. Pantónio, Gonçalo MAR, Pedro Zamith, Zana Moraes, SMILE, Edis One e Maria Passô foram os sete artistas seleccionados e receberam um montante para desenvolver as suas propostas. O trabalho final foi apresentado no dia 25 de Setembro e está incluído neste vídeo-documentário que permite uma visita à galeria subterrânea.

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24.JUL'14  |  in VISÃO

Em tamanho XXL

Inspirando-se no movimento artístico pop art dos anos 60, Peter Gilbert, 47 anos, criou várias peças de grande formato que, a partir de hoje, 24, e até 12 de setembro, vão estar expostas na mostra individual XXL, na galeria The Edge Group, em Lisboa (Espaço Amoreiras, R. D. João V, 24). É o caso do gelado Perna de Pau gigante (um ícone da marca Olá, que o artista recriou com paletes, chapa oxidada e esferovite) e do Penta Campeão (um pente já desdentado feito numa madeira exótica antiga chamada bubinga). A estas duas obras juntam-se três fósforos e um totem. «Nestas peças do dia a dia, só utilizo materiais recicláveis», explica Peter Gilbert, nascido em Portugal, mas de origem anglo-dinamarquesa. «Quis provar que o velho e o antigo também podem ser bonitos», afirma. Para ver, de segunda a sexta-feira, das 7 às 23 horas, aos sábados até às 21 horas e, ao domingo, até às 18 horas.

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23.MAI'14  |  in JORNAL DE NEGÓCIOS

O meu elevador

Licenciado em Pintura pel A.R.C.A. de Coimbra, Filipe Cravo concluiu, em 2002, o mestrado em Fine Art na Central Saint Martins College of Art & Design de Londres.
"A vós, avós, a voz" é a nova exposição do autor que está no Edge Arts, no Espaço Amoreiras, até 27 de Junho, um trabalho que remete para o universo da voz e para o mundo da ancestralidade, associados à génese da música negra. Nesta mostra, Filipe Cravo põe em causa o papel da pintura como suporte de mensagem mas, ironicamente, socorre-se desta para reflectir sobre a génese da música, principalmente da música negra, com a qual tem uma relação duradoura.

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23.MAI'14  |  in DIÁRIO DIGITAL

Exposição no Edge Arts «A vós, avós, a voz», de Filipe Cravo

O Edge Arts, projecto cultural do The Edge Group, inaugura a nova exposição «A vós, avós, a voz» no dia 8 de Maio. A exposição, da autoria de Filipe Cravo, procura suscitar o debate em torno da génese da música, reflectindo inclusive sobre o silenciamento na relação do ocidente com o continente africano. Seguindo a linha de ironia que caracteriza o percurso do artista português, no dia da inauguração da mostra estará presente um conjunto de DJs em representação da música negra. Filipe Cravo já expôs em Buenos Aires, EUA e Londres e foi recentemente convidado para estar presente na Biennale Méditerranéenne d'Art Contemporain d'Oran, que decorrerá este ano na Argélia entre 16 e 18 de Maio. Nesta mostra, existe uma mensagem crucial que é constantemente ignorada e esquecida, uma voz que é abafada, que não se consegue fazer ouvir devido às barreiras culturais. Filipe Cravo põe em causa o papel da pintura como suporte de mensagem mas, ironicamente, socorre-se desta para reflectir sobre a génese da música, principalmente da música negra, com a qual tem uma relação duradoura. A inauguração da mostra, dia 8 de Maio, não escapa à ironia: a (in)capacidade da «técnica morta» passar as mensagens é posta à prova com a presença de um conjunto de DJs em representação da música negra. O trabalho de Filipe Cravo faz a ponte entre a música e a arte plástica, tendo o autor criado em 2005 o programa de rádio «Magia Negra», na Rádio Universidade de Coimbra, dedicado à música negra e que se mantém até hoje. No âmbito desta exposição, e dando início a uma nova estratégia do Edge Arts, a galeria vai promover eventos associados no auditório do LEAP, no Espaço Amoreiras, onde se enquadra o lançamento do novo disco «Meu Kamba» de Rocky Marsiano, projecto de D-Mars (Marko Roca). O evento vai motivar uma conversa com Rui Miguel Abreu sobre arte e música, e conta ainda com a presença de Filipe Cravo. O Edge Arts assume-se assim como um espaço de divulgação cultural, com o objectivo de promover obras de autores nacionais, não só através de exposições, como também da organização de eventos complementares às mesmas.

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30.ABR'14  |  in AGENDA LX

Miguelangelo Veiga - Over the Void

Over The Void é nome da nova exposição do português Miguelangelo Veiga. A mostra parte de uma reflexão sobre a Pintura e a sua espacialidade. Os desafios inerentes a uma tela vazia ou mesmo à utilização de uma só cor são encarados com naturalidade por Miguelangelo Veiga. Os cortes, as fragmentações, ou até mesmo dissecações dos materiais, são alguns dos exercícios a que o artista submete as suas telas e as suas pinturas. Over The Void representa a exploração das potencialidades de uma tábua rasa transformada numa espécie de palimpsesto, onde as imagens se apagam e repetem” explica Miguelangelo Veiga. O artista explora o ambiente de destroços, limpando e reconstruindo novas formas a partir desses espaços: através da pintura (acrílico sobre tela) e desenhos a tinta da China, Miguelangelo Veiga deixa transparecer uma linguagem brutalizante.

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01.JAN'14  |  in ARQA111

Dossier “Emospheric Landscapes, Inês Dantas”

Emospheric Landscapes é o titulo da série em exposição no Edge Arts de Novembro a de 2013 a Janeiro de 2014 (inserida no programa de Projectos Associados Close Closer da Trienal de Arquitectura de Lisboa). Esta série explora o potencial da nova tecnologia de scan tridimensional terrestre na composição de paisagens.

Emospheric Landscapes – Inês Dantas
Parto de uma investigação sobre a superfície da cidade e integração do ambiente natural com o ambiente construído, no contexto do meu doutoramento na Barttlett School of Architecture, University College London. As imagens, mais do que um levantamento, são uma manipulação que gera questões quanto ao diálogo natureza-cultura presente na cidade. Apesar da mediação pela técnica , encontra-se presente uma construção subjectiva de ‘lugar’ e designam-se estas paisagens de ‘emospherics’. Na perspectiva do trabalho em mostra, a técnica de scan tridimensional terrestre abre possibilidades no campo da arquitectura enquanto potencial especulativo. O lugar aqui representado é a Parkland Walk em Londres. A Parkland Walk é uma linha ferroviária desactivada que ao longo das décadas ganhou o carácter de faixa verde urbana, onde se estabeleceram árvores e arbustos. Os habitantes do Norte de Londres começaram a utilizar esta infra-estrutura para percursos diários e de lazer. Aqui, está presente uma inter-relação entre elementos construídos e elementos naturais, absorvida em hipóteses de novas morfologias nas diferentes situações espaciais resultantes. As presentes imagens correspondem a diferentes perspectivas escolhidas a partir do lugar virtualmente reconstruído. Cada imagem é composta por uma ‘nuvem de pontos’ (‘point-cloud’):milhões de pontos tridimensionais específicos. As composições incluem uma sobreposição dos vários elementos captados sendo impossíveis de obter a partir de uma observação directa. O processo de composição de imagem reconstrói o lugar a partir de perspectivas subjectivamente escolhidas que demonstram a integração do ‘natural’ no ‘urbano’.

O inconsciente da Paisagem – Susana Ventura
Inês decidiu registar várias situações urbanas do Parque (as situações digitalizadas demonstram graus distintos de interacção entre os elementos naturais - as árvores, a vegetação, os arbustos - e os elementos construídos - a linha de caminho de ferro inutilizada, as estradas, as pontes, os viadutos, os edifícios), utilizando a mesma técnica que utilizou em Whitfield Gardens, de um scanner 3D, compondo uma imensa floresta urbana digital, criada por nuvens de pontos que, consoante as diferentes relações que estabelecem entre si, permite extrair padrões de desenho suficientemente especulativos para o desenvolvimento de um posterior processo de desenho abstracto. No entanto, as imagens adquirem outra expressão. Nestas, surgem lugares inusitados, por explorar, mundos possíveis a partir de uma realidade desconhecida, processos novos de apropriação da paisagem e da cidade… As imagens permitem o florescimento, único, de uma hipótese, de um potencial que a representação deve trazer consigo e deixar emergir à superfície não só da imagem, como também da apropriação da paisagem pelos corpos. Talvez um inconsciente da paisagem, que as nuvens de pontos revelam na própria oscilação entre concentração, densificação e rarefacção, assim como apreende movimentos ocultos na paisagem, que são revelados quando o modelo tridimensional se converte em imagem plana. Há um caminho pedestre em Stapleton Hall Road [Inês Dantas: Urban Forest Path, 2013], onde as árvores crescem e filtram a paisagem, transformam-na num bonito rendilhado, num tecido bio-orgânico que cobre os edifícios e as ruas [Inês Dantas: Walk Notations I, 2012] e começa, lentamente, a levantar vôo, a desenhar no ar um outro percurso [Inês Dantas: Urban Forest I, 2012], um percurso aéreo onde habita a memória de Cosimo nas copas das árvores [Inês Dantas: Sub-Canopy in October, 2012], um reino arbóreo oposto ao reino térreo das estradas e das ruas, onde nascem novos espaços intersticiais, onde os elementos naturais e os elementos artificiais desenham contornos permeáveis e estabelecem relações espaciais distintas [Inês Dantas: Crossroad Notations I, 2013], fazendo deslocar o ar, elevando o centro de gravidade para criar um espaço suspenso não só entre os ramos das árvores e da vegetação, como entre as árvores e os edifícios, as árvores e as ruas e as estradas [Inês Dantas: Supra Canopy I, 2013]. Não são lugares usualmente habitados, são espaços vazios e inexplorados, porque, na maior parte das vezes, as copas mantêm-nos secretamente escondidos, não permitem ver mais além, o que está para lá, mais longe, acima das árvores, mas, sobretudo, nos espaços intervalares. Que espaços podem ser estes? Como é que se habitam? Como é que se apropria um mundo inteiramente novo dado a conhecer por estas imagens? Em Crouch End Hill, o caminho segue por baixo da estrada e pelas plataformas da antiga estação de Crouch End. É um caminho de aspecto subterrâneo e secreto [Inês Dantas: Expanded Ground in November, 2013], que propicia encontros revolucionários, onde a imagem dos miúdos de Terrain Vague, de Marcel , surge no imaginário como figuras pós-modernas de uma revolução bio-orgânica, reclamando para a cidade uma vida na floresta urbana [Inês Dantas: Trees on Tracks, 2013]. Um novo tipo urbano resultante do cruzamento da natureza com os edifícios construídos, habitante dos espaços vazios criados pela sobreposição destes elementos e correspondente aos desejos mais íntimos de experiência de um tecido urbano vivo, com a crença que as árvores terão um papel no futuro da cidade, nos espaços infinitos que criam e nas mais vastas aventuras que propiciam, nas visões novas que abrem sobre a própria cidade, no próprio tecido urbano, que se torna mais fino, mais permeável às mais variadas interpretações e deambulações: psicogeografias contemporâneas de um tecido urbano vivo e orgânico. As árvores tornam-se, nas imagens digitalizadas, o objecto de desejo do espaço, porque não são apenas constituídas por um tronco, ramos e folhas, mas revelam, mostram, tornam visíveis, inúmeras possibilidades de criação de espaços infinitos, espaços onde a gravidade parece ausente e a leveza e a suspensão as únicas forças possíveis. O centro de gravidade desloca-se. A paisagem surge etérea. O corpo desprende-se do chão e deseja fluir através do movimento único gerado pelas nuvens de pontos e, secretamente, deseja manter aquelas áreas livres de um desenho mais perene que as obscureça, que altere a sua natureza quando já revelam por si uma matéria orgânico-vegetal-construída infinitamente plástica que permite criar, dentro do espaço existente, um lugar temporário, onde os vários corpos se cruzam, como numa subtil dança da paisagem… Tal como esse movimento único, gerado pela nuvens de pontos, cuja percepção só é possível pela representação gerada pelo scanner 3D, o tempo surge comprimido, qual cristal, é um tempo sem medida, um tempo eterno. Para gerar a imagem, são necessárias várias digitalizações, colocando o scanner em diferentes posições de modo a obter o volume total dos objectos e, ao longo do tempo, ao longo das estações do ano, as árvores vão alterando as suas próprias posturas, as folhas caem e surgem novos padrões na sobreposição com os elementos construídos, ou as folhas nascem e o espaço altera-se, revelando outras formas desconhecidas, sempre diferentes. As imagens são, dessa forma, também elas intervalos de tempo e não só de espaço, compressão de espaços intersticiais e de tempos descontínuos, um tempo que fala de um futuro onde as árvores na cidade podem ser ocupadas nos espaços intersticiais que nascem dos intervalos entre estas e os edifícios, espaços ocultos, onde se cria um sistema complexo de relações, como aquelas que Cosimo foi criando no seu reino arbóreo: espaços de lazer e de estar, espaços para repousar ou ver a acção, o movimento da cidade, espaços amorosos. São paisagens emosféricas, onde as emoções criam sucessivas interpretações da paisagem e desenham movimentos imprevistos e ocupações temporárias do espaço … Da memória de um percurso singular por Parkland Walk, uma última imagem reacende o desejo [Inês Dantas: Micro Galaxy I, 2012]. Uma vista impossível (pela simultaneidade de projecções resultante da sucessão de posições, pelo tempo comprimido entre digitalizações) de camadas urbanas sobrepostas - a rua superior, o túnel inferior, as plataformas da antiga estação de Crouch End, a floresta que ladeia os percursos - cria uma complexa intersecção de diferentes sistemas urbanos, onde tudo pode acontecer… As paisagens emosféricas criam, acima de tudo, um espaço para a especulação.

25.FEV'14  |  in DIÁRIO DIGITAL

Nova exposição no Edge Arts, «O Vazio só tem uma cor», em Lisboa

O Edge Arts, projecto cultural do The Edge Group, inaugura a nova exposição «Over The Void», no dia 20 de Março. Na mostra, da autoria de Miguelangelo Veiga, o artista português - que expôs na Gulbenkian (CAMJAP), em Washington e no BES Arte & Finança - explora as potencialidades de uma tábua rasa, procurando incorporar os desafios inerentes a uma tela vazia ou à utilização de uma só cor. A mostra está patente no Edge Arts, no Espaço Amoreiras, de 20 de Março a 30 de Abril, e parte de uma reflexão sobre a pintura e a sua espacialidade. Os desafios inerentes a uma tela vazia ou mesmo à utilização de uma só cor são encarados com naturalidade por Miguelangelo Veiga. Os cortes, as fragmentações, ou até mesmo dissecações dos materiais, são alguns dos exercícios a que o artista submete as suas telas e as suas pinturas. «Over The Void representa a exploração das potencialidades de uma tábua rasa transformada numa espécie de palimpsesto, onde as imagens se apagam e repetem», explica Miguelangelo Veiga. O artista explora o ambiente de destroços, limpando e reconstruindo novas formas a partir desses espaços; através da pintura (acrílico sobre tela) e desenhos a tinta da China, Miguelangelo Veiga deixa transparecer uma linguagem brutalizante. A escolha de Miguelangelo Veiga está alinhada com a estratégia do Edge Arts de aposta em artistas portugueses que atuam fora dos circuitos comerciais habituais e cujo trabalho deve ser valorizado e divulgado. O artista, que em 2004 foi distinguido com o prémio «Jovens Pintores Fidelidade Mundial», integrou, entre outros, o programa de Projetos Associados da Trienal de Arquitetura de Lisboa, expôs na Gulbenkian (CAMJAP), em Washington e no BES Arte & Finança. Além das telas e desenhos de Miguelangelo Veiga, a exposição vai também incluir os vídeos Intercontinental e Featuring Julio que, no essencial, levantam as mesmas questões da sua Pintura, no sentido em que uma representação esconde sempre factores fundamentais à compreensão geral de uma obra e às razões porque determinadas obras acontecem. No dia 10 de Abril, ambos os vídeos serão apresentados no auditório do LEAP, no Espaço Amoreiras, na presença do artista.

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29.NOV'13  |  in DESTAK

Emospheric Landscapes nas Amoreiras

Emospheric Landscapes é um neologismo de Emotions e Spaces e é o nome danova exposiçãodo Edge Arts. A mostra da autoria de Inês Dantas está integrada no programa de Projetos Associados Close, Closer, inserido na Trienal de Arquitetura de Lisboa e está patente no Edge Arts desde ontem. Até 31 de dezembro o desafio da arquiteta é transportar o visitante até Parkland Walk em Londres – uma linha ferroviária desativada repleta de árvores e arbustos, com uma beleza misteriosa. A exposição funciona como um gerador de paisagens através da nova tecnologia de scan tridimensional terrestre.

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17.OUT'13  |  in VISÃO

Ateliê Aberto, entre s.s.f.

Ceci n’est pas une galerie. É a blague certa para o estúdio do artista, 33 anos: o sofisticado dúplex branco, recuperado com mão de arquitecto e paredes amovíveis, parece uma galeria de arte. Às vezes, entram lá pessoas ao engano. «Este espaço não é um white cube [cubo branco] frio. Já serviu para meditação, pintura, armazém. É mais um laboratório visual que propriamente ateliê» explica. «É o meu sonho desde os 18 anos: um projecto em que a minha vida e o meu trabalho são uma coisa só.» Na altura, Manuel era aluno de Medicina, mas sentia que a sua curiosidade científica não era satisfeita. Estudou Belas-Artes na Central Saint Martins, em Londres, mas está aqui porque, diz «este é o meio cultural que quero transformar.» Cita o músico Herbie Hancock: «O papel de um artista é transformar venenos em remédios.» «Essa é a minha atitude: ao nível da análise histórica das minhas peças, ao nível do lixo que apanho nas ruas e que é a minha matéria-prima; é uma atitude de revalorização de algo não valorizado», afirma. Os exemplos estarão à vista: as imagens feitas com publicidade do metro de Londres, as obras que retrabalham registos de patentes (visíveis na exposição NO©, patente na galeria Edge Arts), os tubos arquitectónicos que são esculturas.

01.OUT'13  |  in OJE

Casa-Museu Medeiros e Almeida expõem instalação “NO©”

A CASA-MUSEU Medeiros e Almeida, na rua Rosa Araújo 41, em Lisboa, tem exposta, até ao dia 21 de Novembro, a instalação “NO©”, da autoria do artista plástico Manuel Furtado dos Santos, que, juntamente com a instalação no átrio do Espaço Amoreiras, compõem a mais recente exposição do Edge Arts – Arte Contemporânea. Esta mostra de Manuel Furtado dos Santos, mestre em instalação pela Central Saint Martins University of the Arts, em Londres, leva a uma reflexão sobre a propriedade intelectual e os direitos de autor e a uma procura pela origem analógica da ciência do século XX, levando os visitantes numa viagem através de invenções arcaicas do tempo dos nossos avós. O artista plástico tem desenvolvido vários projectos de grande escala na área da pintura (Parque de Ciência de Warwick, 2005) e também escultura, fotografia e até da intervenção arquitectónica para coleccionadores privados. Nesta mostra, o artista faz-nos pensar sobre o poder supremo da tecnologia, através de elementos abstractos na Casa de Banho, espaço pertencente aos apartamentos privados de António Medeiros e Almeida. A instalação pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 13.00 às 17.30 e, aos sábados das 10.00 às 17.30.

12.JUN'13  |  in TIME OUT

Exposição Dark Star

No Espaço Amoreiras não existem só escritórios e um ginásio low cost. Há também uma galeria de arte: a Edge Arts. Nos próximos meses, esta galeria está praticamente às escuras para receber as es trelas de Martin Bricelj Baraga e André Gonçalves.

Logo no átrio deste centro empresarial vê-se que uma estrutura em acrílico preto traz algo mais ao visual de branco e preto brilhante do edifício. Parece uma escultura feita de propósito a pensar no décor do local.

E é realmente bastante decorativa e enigmática esta "Dark Star", ao estilo estrela de natal mas em negativo, com direito a luzinhas lá dentro e tudo. Quando se entra na galeria propriamente dita, estão expostas algumas peças-satélite desta estrela. Assim, haveria dois vídeos para ver, mas estavam os dois desactivados por questões técnicas aquando da nossa visita.

As esculturas de parede continuam o tema de estruturas em hexágonos de acrílico preto, algumas delas a fazer lembrar as fruteiras feitas com discos de vinil que alguns artesãos urbanos realizam. Depois há umas outras estruturas em hexágonos de metal que fazem lembrar pernas para mesas de vidro. Tudo isto com um registo sério e a atirar ao documental: uma ficção realizada em torno de uma suposta estrela preta. Esta exposição é "uma ode à matéria negra, ao vazio, ao espaço intersticial, à velocidade, ao tempo e à sua passagem", diz André Gonçalves.

Muito bonito e misterioso, com sonoplastia a condizer, num exercício de design limpo e depurado.

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30.MAI'13  |  in DESTAK

Aceita uma viagem ao espaço? | por Filipa Estrela

Os dois artistas de renome internacional Martim Bricelj Baraga e André Gonçalves desenvolveram um novo trabalho para o Edge Arts - Arte Contemporânea, que é hoje inaugurado no Espaço Amoreiras, em Lisboa DarkStaré o nome da nova exposição e também da peça central da mostra. A grande protagonista é uma estrela gigante interativa, que desafia os seus visitantes a uma viagem ao espaço.

A escultura faz uso da especificidade local do edifício e das suas áreas comuns, para desenvolver uma relação física entre si e o espaço que a acolhe. A instalação reflete o ambiente circundante, como um espelho, e gera som e imagem quando recebe estímulos externos, como o movimento humano, a intensidade do 3G ou a força da rede Wi-Fi. Depois da absorção do espetro eletromagnético da atividade física envolvente, a esfera negra acrílica altera o seu comportamento e reflete uma constelação estrelar que flutua na sua superfície.

Para acompanhar o DarkStar, os artistas estão a desenvolver esculturas abstraías ou impressões fotográficas, que funcionam como satélites da estrela principal.

Patente até 28 de agosto, a exposição é de entrada gratuita e pode ser vista de segunda a sexta-feira das 14h às 20h.

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27.MAR'13  |  in CORREIO DA MANHÃ

Espaço Amoreiras recebe exposição "Memória Cartografada"

As artistas Maria Sassetti e Xana Sousa apresentam as suas memórias de infância numa exposição.

'Memória Cartografada' foi o nome escolhido pelas artistas para a exposição que terá lugar na galeria Edge Arts, no Espaço Amoreiras, em Lisboa, de 2 de abril a 17 de maio. Esta dupla de artistas proporciona uma viagem pelas suas memórias de infância, através de pranchas de ilustração cientifíca, ou imagens de cartografia urbana, que aparecem à luz dos negatoscópios.

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01.FEV'13  |  in ESSENTIAL LISBOA

In the name of art

O projecto Edge Arts da holding The Edge Group, propõe-se a apoiar jovens artistas com a disponibilização de espaços expositivos e internacionalização através de um protocolo com o Arte Institute. Joana Ricou nasceu nos Estados Unidos, mas foi em Portugal que passou a maior parte da sua vida, sendo aí que continua a ter as suas raízes mais fortes. Actualmente vive em Nova Iorque, onde coloca em prática toda a sua formação pela Carnegie Mellon University de Pittsburg. Arte e biologia numa incomum conjugação. Tal como muitos outros artistas, a jovem nunca teve a oportunidade de ter uma exposição a solo em Portugal e apesar do sucesso crecente além-fronteiras – uma das suas peças já figurou na primeira página do Journalof Neuroscience e expõe regularmente no famoso Andy Warhol Museum -, só agora viu cumprido o sonho antigo – a realização de uma exposição individual em Portugal. O Espaço Amoreiras em Lisboa, acolheu a mostra “Um, Nenhum e Cem Mil”, onde Joana recriou uma interdisciplinaridade pouco habitual. “Toda esta exposição é sobre a compartimentação e a descontinuidade da memória. É como se fosse uma pessoa em vários momentos. Estudei aqui a relação com o passado e o futuro. O processo usado foi o da transferência. Tirei fotografias à minha modelo, manipulei-as digitalmente e imprimi cópias. O mais engraçado é que todo o processo artístico de transferência ou pintura é bastante parecido com a formação de memórias. Quando estou a fazer este processo uso um filtro e conscientemente estou a seleccionar informação que quero e não quero guardar. Mas aleatoriamente também vou guardando e perdendo informação. Isto foi muito interessante porque não só estou a estudar biologia, como também o processo da mesma”. Foi através do Edge Arts, projecto cultural com pouco mais de seis meses, que a artista teve a oportunidade de fazer a sua estreia em Portugal. “Estou muito contente que tenham apostado numa pessoa que viesse de longe”, confessa. Do outro lado está José Luís Pinto Basto, um dos fundadores da holding de investimentos The Edge Group, e mentor deste projecto destinado a promover a arte contemporânea. “Somos uma holding de investimentos, essencialmente no sector imobiliário, mas também noutras áreas de capital de risco. Entendemos que dentro dos nossos edifícios, muitas vezes dispúnhamos de espaços com potencial para serem utilizados para eventos culturais. Achamos que não só seria uma pena não aproveitarmos isso para beneficio dos artistas e da sociedade, como também seria interessante para o próprio edifício ter essa actividade cultural. Conjugando esses dois interesses, e muito em linha com o que consideramos ser a postura correcta das empresas de terem uma componente de responsabilidade social, quisemos criar um projecto ligado às artes e que fosse, não apenas mais um espaço disponível na cidade, mas também um apoio aos novos artistas e a novos talentos que eventualmente tenham dificuldade em entrar em circuitos mais comerciais”, refere o empreendedor. Uma ideia que foi crescendo com conta, peso e medida. “Foi um projecto bastante pensado. Falámos com pessoas entendidas no assunto que nos foram ajudar a limar a ideia e a dar-lhe força e percebemos que fazia sentido. Tomámos então a decisão de avançar”. O segundo passo foi escolher a pessoa certa para liderar o projecto. “Acabámos por convencer a Felisa a abraçar este enorme desafio e estamos muito contentes com a escolha que fizemos.” Felisa Perez, Coordenadora Cultural do Edge Arts, encara esta oportunidade como um projecto único e aliciante. “ A grande mais-valia deste trabalho é poder estar a trabalhar tão perto dos artistas. Uma das partes mais bonitas é a visita aos estúdios. Essa pesquisa é muito interessante”. Uma criteriosa pesquisa que tem em conta, não só a selecção de jovens e potenciais artistas, mas também a proximidade dos trabalhos destes aos valores da empresa. “Aquilo que também procuramos é captar, dentro desta óptica de incentivar e apoiar artistas cujo trabalho se relacione de alguma forma com os próprios princípios do grupo. A Joana (Ricou) tem um trabalho que relaciona arte com a ciência e, e deste ponto de vista, além do interesse de investigação científica associada, está também a parte biológica. Uma das áreas de negócio do The Edge Group tem sido a agricultura biológica, com os supermercados Brio. O conceito é esse mesmo: dar oportunidades, mas conciliando sempre com os princípios do próprio grupo.” Mas a projecção destes artistas não passa só por Portugal. “Temos uma parceria desde o início com o Arte Institute (Nova Iorque e São Paulo). É possível assim fazer intercâmbio de artistas e de mensagens culturais. Isso acaba por ser um elemento diferenciador porque permite abrir ainda mais horizontes a estes jovens numa perspectiva de poderem ir até ao Arte Institute. Conseguimos, em conjunto, fechar este triângulo do Atlântico”, revela José Luís Pinto Basto. Outro dos reais objectivos do Edge Arts é a captação de novos públicos. Uma tarefa que não tem sido difícil de cumprir. “Estamos num edifício na Amoreiras, onde as pessoas, muito central, onde as pessoas passam e onde já vêm fazer muitas coisas. Nós complementamos com uma oferta cultural que ajuda a atrair públicos que não vão propositadamente a uma exposição”. Uma espécie de enriquecimento cultural nacional que José Luís deseja continuar a incrementar. “Fala-se muito de crise e realmente estamos a viver uma crise financeira, mas acho que um povo é muito mais pobre se não tiver cultura. A crise financeira resolve-se. Se abandonarmos a cultura tornamo-nos verdadeiramente pobres. Contextualizando este projecto com o período em que estamos, esse se calhar foi um dos incentivos para tomarmos a decisão e investirmos o que fosse necessário para pormos o projecto de pé”. Com três exposições já realizadas (Nuno Vasa, Manuela Pimentel e Joana Ricou), o Edge Arts tem já mais duas exposições na calha, assim como uma série de outras actividades culturais, como conferencias, alguns concertos e cursos à hora do almoço realizados pelos próprios artistas. “Este é um projecto com uma dinâmica que se vai reinventado a ele próprio ao longo do percurso. Vamos aperfeiçoando e vamos entendendo a cada momento o que podemos fazer mais. Tudo vai sendo construído tijolo sobre tijolo. É algo que pode ir muito longe. O céu é o limite”, conclui.

28.JAN'13  |  in PÚBLICO

Quando ciência e arte se unem na mesma pessoa

A viver nos Estados Unidos, Joana Ricou faz a primeira exposição individual em Portugal - Um, Nenhum e Cem Mil, até 15 de Fevereiro em Lisboa -, em que as células imortais de uma mulher e os meandros da memória inspiraram uma viagem sobre a fragmentação do corpo e da mente, com um toque de Pirandello. Outros trabalhos seus já se espalharam pelo mundo, na capa de revistas científicas e num filme

Teresa Firmino
Henrietta Lacks morreu há mais de 50 anos, mas as suas células encontramse dispersas por laboratórios científicos de todo o mundo, a crescerem fora do seu corpo, a serem utilizadas em investigações sobre o cancro, sobre genes, sobre sida, vacinas... Há mais células fora do corpo dela do que alguma vez ela teve quando foi viva - e a história desta mulher e dos pequenos fragmentos do seu corpo que a transcenderam muito para lá da morte, e que permitiram a publicação de milhares (sim, milhares) de artigos científicos e importantes descobertas médicas, fascina Joana Ricou, bióloga e pintora portuguesa que vive nos Estados Unidos e tem agora em Portugal sua primeira exposição individual. Henrietta Lacks era uma norteamericana negra que trabalhou na plantação de tabaco da família na Virgínia até se mudar para Baltimore, no estado de Maryland, na década de 1940, e se dedicar aos cinco filhos e ao marido, trabalhador numa siderurgia. Poucos meses antes de morrer, em 1951, descobriu um caroço no colo do útero. O médico que lhe extirpou o caroço canceroso também tirou pedaços de tecido para uma biopsia, sem lhe ter pedido autorização. As suas células acabariam por ser as primeiras a manterem-se vivas fora do corpo, em laboratório, e assim se tornaram a linha celular humana mais antiga e mais usada pelos cientistas em todo o lado, que as designam apenas por células HeLa. No corpo, as células cancerosas são imortais, continuando a dividirse vezes sem conta, mas no laboratório, até então, ninguém sabia de que nutrientes precisavam para continuarem a proliferar e qual o meio de cultura indicado. Ao fim de semanas morriam todas, mas as de Henrietta Lacks não (hoje, isso é possível com substâncias químicas ou vírus, mas as dela faziam-no sozinhas). Além disso, as mutações genéticas que as tornaram cancerosas faziam-nas dividir-se a um ritmo alucinante. No calor do entusiasmo, o cientista George Gey, que tentava há décadas cultivar células cancerosas sem sucesso, no Hospital Johns Hopkins, distribuiu as células imortais de Henrietta por outros laboratórios, sem cobrar dinheiro. "A descoberta das células HeLa foi uma epifania para os investigadores, pois permitiram experiências que teriam sido impossíveis num ser humano vivo", refere a jornalista de ciência Rebecca Skloot no livro A Vida Imortal de Henrietta Lacks, de 2009 (Casa das Letras). Para manter o anonimato, dizia-se que HeLa eram as iniciais de Helen Lane ou Helen Larson e só em 1971, 20 anos depois da morte da mulher na origem disto tudo, o seu verdadeiro nome foi revelado - mas numa revista de obstetrícia e ginecologia. Por isso, a família, que continuava pobre, permaneceu mais algum tempo na ignorância sobre tudo o que estas células estavam a permitir fazer. Com as HeLa, Jonas Salk testou em larga escala a primeira vacina para a poliomielite nos anos 1950 e, para tal, criou-se a primeira fábrica de células, que produzia 6000 milhões por semana. Nelas, viram-se os efeitos da gravidade zero nas células humanas, levando-as até ao espaço; descobriuse que os cromossomas humanos são 46 e não 48, o que possibilitou diagnosticar doenças como a síndrome de Down; fizeram-se experiências com fármacos; e ganhou-se muito dinheiro a vendê-las. "Não há maneira de saber quantas células de Henrietta estarão hoje vivas. Um cientista estima que, se pudéssemos pôr numa balança todas as HeLa cultivadas, elas pesariam 20 toneladas", escreve Rebecca Skloot, que calcula já terem sido publicados 60 mil artigos com base nelas.

Retrato da bioartista
Joana Ricou cruzou-se com estas células por acaso, em 2005 ou 2006, numa conferência na Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburgh, EUA. Era sobre técnicas de visualização do citoesqueleto, as proteínas que mantêm a forma das células, e um estudante apresentava um trabalho sobre um método de iluminação de certas estruturas. "A técnica correu mal. Ele tinha falhado e iluminado milhares de estruturas dentro das células. Mas eu achei lindíssimo. E eram as células de Henrietta Lacks", lembra Joana Ricou. "Comecei aí a interessar-me sobre como a ciência encontra as partes do corpo. A parte fundamental é a célula - e as de Henrietta Lacks foram as primeiras a viver para lá do corpo original." O resultado do fascínio de Joana Ricou por esta mulher e as suas células, "por todas as razões e mais alguma", é a série de quadros abstractos Henrietta Lacks ou Células Imortais HeLa. Entre os 20 trabalhos expostos em Um, Nenhum e Cem Mil, até 15 de Fevereiro em Lisboa, na galeria Edge Arts, no Espaço Amoreiras, estão dois desta série. "[Nos quadros] vêem-se só umas linhas. Foco-me no citoesqueleto, que é formado e fragmentado à medida que a célula decide o que quer fazer", explica a bioartista, que apresentou esta exposição em Nova Iorque em 2012. "A unidade fundamental do corpo é a célula, mas o que acontece quando a célula imortal transcende o corpo?" Além da famosa história das HeLa, o seu interesse no tema é mais lato. "Na minha arte exploro o tema da descontinuidade biológica, no sentido em que a ciência encontra novas maneiras de definir fronteiras e compartimentações no corpo." Quem é então Joana Ricou? Tem 31 anos, diz que sempre desenhou e pintou, começou por estudar bioengenharia em Lisboa - "que odiou" ea certa altura quis passar um Verão num laboratório na Universidade de Carnegie Mellon (onde estava e continua a sua tia Irene Fonseca, matemática) para "aprender o que significava fazer investigação científica", recorda no site Artsicle. Ao descobrir que podia estudar ao mesmo tempo arte e biologia, declarou que "ia trabalhar em ciência e arte ou morria", e em 2000 entrou numa licenciatura combinada de biologia (celular e genética) e belas-artes (pintura). "Quando me transferi para a Carnegie Mellon, andei um bocado perdida. Tentava combinar as duas coisas [arte e ciência] sem uma visão de como as combinar. Ao trabalhar num laboratório e num estúdio ao mesmo tempo, percebi que as duas são inseparáveis na minha cabeça: a ciência é uma inspiração e um meio para a arte e a arte não é só um meio de digerir novos conceitos que surgem na ciência, mas também uma maneira de explorar novas hipóteses."

Os nossos outros eus
Em 2005, já depois de ter trabalhado no laboratório da neurocientista Alison Barth, viu um dos seus quadros na capa da revista Journal of Neuroscience. Pintou-o baseando-se em imagens de neurónios fluorescentes de ratinhos que ela fez ao microscópio quando trabalhou com Barth. A neurocientista gostou tanto do quadro que o propôs como ilustração de um artigo seu que ia sair na revista. Em Junho de 2012, o trabalho de Joana Ricou voltou a dar a volta ao mundo na capa de outra revista científica, a Nature, que se inspirou num auto-retrato dela para ilustrar resultados do Projecto do Microbioma Humano. Lançado em 2007 pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, este projecto sequencia o genoma dos microrganismos que existem em nós e que são essenciais para sermos como somos (como as bactérias nos intestinos para a digestão) e que deverão ser dez vezes mais do que as células do corpo humano. A peça O Nosso Auto-Retrato: O Microbioma Humano, dois painéis de madeira pintados a óleo, é de 2011. Viria, porém, a casar bem com a apresentação em 2012 de resultados do Projecto do Microbioma Humano e, por sugestão de um dos cientistas envolvidos, a Nature inspirou-se nesse trabalho. "Esta peça foi uma 'descoberta' para mim. Procuro sempre conceitos da biologia que desafiam a minha noção de identidade, como entendo o meu corpo e o mundo", conta-nos. "Nesta peça, contrapus o abstracto com o figurativo e senti que algo de especial tinha acontecido." Sobre o mesmo tema, fez outros três trabalhos, O Outro Eu: O Microbioma Humano, Tubo e Espinha, todos à escala real, neste caso do tamanho de Joana Ricou, já que são as sombras do seu corpo que estão lá. "A ideia de que o ser humano se compreende melhor, não como um organismo individual, mas como um ecossistema é extraordinária. O sistema imunitário está constantemente a redefinir o que sou e não sou - e o meu corpo está cheio de coisas que não são humanas mas parecem caber na definição de 'eu/meu'", refere a bioartista. "Quando tiro um auto-retrato com o telemóvel, a minha imagem do eu está muito incompleta." Antes dessas voltas mundiais, os quadros dela apareceram no filme Ela É demais para mim, de 2010, numa loja onde já estavam expostos. Agora, além de estar ligada a um departamento de arte da Carnegie Mellon, o STUDIO for Creative Inquiry - onde cria, para o Museu da Criança de Pittsburgh, o projecto Pintando com a Selecção Natural, um ecrã táctil onde podem pintar-se bactérias -, tem um atelier em Brooklyn, Nova Iorque. Tem exposto em espaços como o Museu Andy Warhol e o Centro de Ciência Carnegie, em Pittsburgh, e trabalhado em projectos de educação em ciência, como as células estaminais e a evolução. Na exposição de Lisboa, a ideia de descontinuidade está noutras peças: na série Multitudes, sobre a memória, a mesma rapariga é representada em vários momentos a agarrar-se com as mãos nos ombros. "O que somos em cada momento está ligado ao passado e ao futuro, temos memória e projecções para o futuro." Joana Ricou pintou-a primeiro, depois fotografou-a e transferiu as imagens para madeira e papel. Quis assim mostrar o paralelo entre processos artísticos - neste caso as "transferências" - e os biológicos de formação da memória e da sua reconsolidação, em que os neurónios sofrem alterações quando se acede às memórias. "Quando pinto e uso as transferências, filtro a informação que quero guardar e, aleatoriamente, perco e guardo informação, como no processo normal da memória", refere. "E quando desenho e pinto por cima das transferências, o paralelo é com o processo de reconsolidação. Ao olharmos para trás, reinterpretamos as memórias ou eus passados e criamos histórias, enchendo-as de sentido e alterando-as de acordo com as circunstâncias." Entre estas multiplicidades do corpo e da mente, a exposição só podia ir buscar o nome a um livro de Luigi Pirandello. Em Um, Ninguém e Cem Mil, que Joana Ricou adorou, a personagem principal apercebe-se, depois de uma simples observação da sua mulher de que tem o nariz a pender para um lado, que os outros não o vêem exactamente como ele se vê, e eis que a sua loucura começa aí, com uma pergunta: "Se para os outros eu não era aquele que até então pensava ser, quem era eu afinal?"

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10.JAN'13  |  in CIÊNCIA HOJE

A multiplicidade do ser está na linha da memória - Artista plástica lusa inaugura exposição de arte inspirada em Biologia

“Quem somos nós, se as nossas memórias se alteram todos os dias?”, questiona Joana Ricou. A artista plástica portuguesa radicada nos Estados Unidos, cuja formação base assenta em Arte e Biologia, inaugura a sua primeira exposição individual em Portugal, na galeria Edge Arts (Lisboa), no próximo dia 15 de Janeiro, pelas 18h30 e estará patente até dia 15 de Fevereiro. O tema da mostra «Um, Nenhum e Cem Mil» é baseado na memória, especialmente inspirado numa última descoberta que atesta que a cada vez que lhe fazemos apelo, esta se vai alterando, ou seja, “cada vez que lembramos, as sinapses vão mudando”, refere ao jornal «Ciencia Hoje». Joana Ricou iniciou a sua formação num laboratório de neurociências, onde nasceu o seu fascínio por uma área “que ilustra as descobertas consequentes que nos ajudam a entender-nos a nós próprios e às nossas fundações biológicas”. “Quando formamos memórias, há uma quantidade de informação que é guardada conscientemente, por exemplo, se conhecemos alguém queremos lembrar o seu nome, o seu rosto, etc. e, outra parte, é lembrada de forma aleatória, como a cor do seu casaco; existe também informação que vamos perdendo”, assevera. Em «Um, Nenhum e Cem Mil», a esteta lusa representa, numa única tela, imagens da mesma rapariga como se, de forma fragmentada, os seus movimentos fossem seguidos ou como se os diferentes ‘frames’ de um filme acompanhassem e revelassem momentos episódicos do seu percurso, explorando uma espécie de “necessidade de continuidade e o estado natural de multiplicidade do corpo e da mente, entre mudança e constância, identidade e efemeridade”. “A biologia da memória reverte para lembranças de momentos descontínuos, é episódica e plástica (manipulável)”, acrescenta Joana Ricou, referindo ainda que a imagem mostra no fundo “momentos neutros de passagem do tempo”, ou seja, “um determinado segundo e o seguinte e o seguinte, ou seja, informações que estamos a tentar guardar e que muitas vezes se perde durante o processo de transferência”. Segundo a artista portuguesa, são representações de quando “tentamos ligar um momento a outro num esforço contínuo e a forma como lidamos com a descontinuidade da memória, quando olhamos para trás, para o passado ou nos agarramos ao futuro por não querermos lidar com o presente, por exemplo”, conclui.

Apelar à memória sobre gravilha
Tendo estes eixos temáticos como ponto de partida, Joana Ricou apresenta nesta mostra a série de pinturas figurativas Multitudes, trabalhos abstractos da série Henrietta Lacks ou células imortais HeLa e as instalações «62 Kilos» e «Memory Lane», desenvolvidas como peças site «specific» para o Edge Arts. O Memory Lane é representado por um caminho feito em gravilha e nesta instalação as pessoas são convidadas a caminhar sobre o piso enquanto relembra. À medida que vão andando, a gravilha vai-se alterando – o que remete para o próprio processo de alteração e manipulação da memória. A exposição conta também com artistas convidados – um vídeo-performance de Beatriz de Albuquerque, artista portuguesa a residir em Nova Iorque, o vídeo-documentário «The Orpheus Variations», criado pelo «The Desconstructive Theatre Project», sob a direcção de Adam J. Thompson e Upside Duck, de Glenn Wonsettler. Sobre o tema da memória, destaca-se ainda a presença do filme de João Chaves, «In-perfect Memory (giving birth to a world)». Para além da peça multimédia, os trabalhos são em madeira, óleo e papel e podem ser vistos de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h e ao sábado das 12h às 16h.

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09.JAN'13  |  in VIDA IMOBILIÁRIA

Exposição “Um, Nenhum e Cem Mil” está no Edge Arts

A nova exposição de Joana Ricou está agora patente no Edge Arts, em Lisboa. Este é um projeto cultural do the Edge Group, holding de José Luís Pinto Basto e Miguel Pais do Amaral.

A “Um, Nenhum e Cem Mil” mostra o trabalho de Joana Ricou, na sua primeira exibição individual em Portugal, e inaugura no próximo dia 15 pelas 18.30h, ficando patente de 16 de janeiro a 15 de fevereiro de 2013, na galeria do Edge Arts, no Espaço Amoreiras em Lisboa.

Joana Ricou é uma artista radicada nos Estados Unidos, a viver atualmente no bairro de Bushwick (Brooklyn, New York City). Em “Um, Nenhum e Cem Mil” explora a tensão entre a necessidade de continuidade e o estado natural de multiplicidade do corpo e da mente, entre mudança e constância, identidade e efemeridade, utilizando a biologia como ponto de partida para o estudo das fronteiras e da fragmentação do corpo humano.

Tendo estes temas como pontos de partida, Joana Ricou apresenta nesta mostra a série de pinturas figurativas Multitudes, trabalhos abstratos da série Henrietta Lacks ou células imortais HeLae as instalações 62 Kilos e Magic Mirror, desenvolvidas como peçassite specific para o Edge Arts.

A exposição conta também com um vídeo-performance de Beatriz de Albuquerque, artista portuguesa a residir em NYC, o vídeo-documentário The Orpheus Variations, criado pelo The Desconstructive Theatre Project de NYC, sob a direção de Adam J. Thompson e Upside Duck, de Glenn Wonsettler. Sobre o tema da memória, destaca-se ainda a presença do filme de João Chaves, In-perfect Memory (giving birth to a world), 2010.

05 DEZ'12  |  in LE COOL

Exposição: Sabias que as paredes têm ouvidos? | por Inês Alvim

Sabias que as paredes têm ouvidos? Manuela Pimentel, artista-mentora (porque é um trabalho tão físico como intelectual), chama-lhe “a revolta dos azulejos”. É que estes são azulejos amotinados, indignados, fartos do papel de parede, cansados de ser pisa-papéis. Manuela Pimentel, artista-mentora, recolhe cartazes de rua, colados sobre fachadas de prédios, e transforma-os em forma de azulejos reciclados. De um desabafo anónimo e urbano recicla uma história em que o azulejo é cenário, protagonista e matéria. Uma composição de azulejos que é a raiz quadrada de histórias públicas e anónimas, como são sempre as nossas histórias aos olhos de outros. Uma criativa revolta de azulejos, indignados pelo habitual protagonismo de sensaboronas pedrinhas da calçada.

05.DEZ'12  |  in TIME OUT LISBOA

Time Out Lisboa | Na Cidade | A nossa escolha

Sabias que as paredes têm ouvidos? Galeria Edge Arts

Manuela Pimentel tem um carinho especial por cartazes de rua. Deles faz pequenos quadrados para compor painéis de azulejo em versão de arte urbana.

Agenda | Exposições
Até 7 de janeiro 2013

Manuela Pimentel é uma artista que desenvolve o seu trabalho a partir de cartazes de rua. Transforma-os em azulejos e a partir daí forma as composições mais improváveis.

05.DEZ'12  |  in TREND ALERT

As paredes têm ouvidos | by Joana Leal Peixoto

"Sabias que as paredes têm ouvidos?" é a nova exposição de Manuela Pimentel para o Edge Arts, projeto cultural do The Edge Group. A exposição estará de 6 de Dezembro a 7 de Janeiro na galeria do Edge Arts, no Espaço Amoreiras, em Lisboa. A artista Manuela Pimentel desenvolve o seu trabalho a partir da recolha de cartazes de rua, colados sobre fachadas de prédios, depois transformados e reciclados em forma de azulejo e noutros suportes, dando voz à "revolta dos azulejos", assim baptizada pela própria.

A revolta dos azulejos é uma espécie de conjunto de trabalhos que dão a conhecer mensagens que cidadãos anónimos espalham pelas cidades, e que levaram a artista a concluir que são desabafos, o ponto de partida para a sua obra. São estas mensagens que justificam o título escolhido desta exposição individual de Manuela Pimentel.

22.NOV'12  |  in VIDA IMOBILIÁRIA

Exposição Edge Arts de Manuela Pimentel em Lisboa

"Sabias que as paredes têm ouvidos?" dá o mote à nova exposição do Edge Arts, projeto cultural do The Edge Group, de José Luís Pinto e Miguel Pais do Amaral. A exposição estará patente de 6 de dezembro a 7 de janeiro na galeria do Edge Arts, no Espaço Amoreiras em Lisboa, mostrando o trabalho de Manuela Pimentel. A artista desenvolve o seu trabalho a partir da recolha de cartazes de rua, colados sob fachadas de prédios, depois transformados e reciclados em forma de azulejo e noutros suportes, dando voz à "revolta dos azulejos". A mostra apresenta uma série de trabalhos que dão a conhecer mensagens que cidadãos anónimos espalham pelas cidades, que levaram a artista a concluir que são desabafos, ponto de partida para a sua obra. Estas mensagens justificam o título escolhido para esta exposição individual de Manuela Pimentel. Felisa Perez, coordenadora Cultural do Edge Arts, refere que «além de ser uma artista emergente e com um trabalho fascinante, a Manuela tem alguns aspetos em comum com os valores do The Edge Group, como a sustentabilidade e a criatividade, utilizando os cartazes e as próprias mensagens de rua para contar as suas histórias. Podemos dizer que há aqui uma 'reciclagem' ou mesmo a recuperação de mensagens. O seu trabalho acaba também por assumir uma dimensão muito poética, pela atenção que tem a estes segredos e pela forma como a partir deles Manuela Pimentel recria, em tela, em vídeos ou em instalações, histórias baseadas em histórias. É ao mesmo tempo um trabalho muito urbano e que, por isso, vem complementar as funcionalidades do Espaço Amoreiras, situado no centro de Lisboa». Manuela Pimentel nasceu no Porto em 1979. Vive e trabalha entre o Porto e Roma. É licenciada em Artes Plásticas, especializada em Litografia, serigrafia e Arte Multimédia na ESAP. Tem, ainda, um bacharelato em Desenho, pela Escola Superior Artística do Porto.

01.OUT'12  |  in DIF

Nuno Vasa

Nuno Vasa e a sua obra são sempre surpreendentes. O modo como cada um a interpreta é como um labirinto de descobertas. Para compreender o seu produto enquanto artista, é essencial ter em atenção o seu trajecto individual. Assim, Nuno Vasa, quando interrogado acerca do seu percurso, afirma que a sua formação de base é em escultura, no entanto, ao longo dos anos, procurou integrar na sua expressão "diversas linguagens". Diz: "Não perco muito tempo a criar categorias, nem gosto de criar fronteiras". Fala de 2012 como um ano gratificante": venceu um prémio POP's da Fundação de Serralves e foi convidado para representar o nosso país na "III Bienal Ibero Americana de Design". No seu caminho, como criador, destaca o prémio Casa de Velázquez (2005), uma vez que o apresenta como "uma grande influência" no trabalho que viria a desenvolver. No que toca à exposição "Nuno Vasa, Introspetiva. O Jogo Possível", esta é um "pequeno revisitar de todo o [meu] trabalho" - diz o próprio. Conta-nos, ainda, que "não queria uma retrospectiva da obra" e explica: Sou um tipo novo, mas pareceu-me essencial repensar o meu caminho, colocar em confronto, num mesmo espaço, algumas das minhas peças mais marcantes". Acredita que, com este diálogo entre ele, o observador e as peças, aprenderá algo mais sobre o que faz e sobre os trilhos pelos quais vai rumar. Quando se aborda a "Edge Arts", Nuno assegura que é um "projecto de valor". Acredita que "é sempre importante e compensador sentir que a cultura encontra no sector privado algum apoio". Define a "Edge Arts" como "uma estrutura muito recente que procura apostar em criadores emergentes". Para Nuno Vasa é uma honra inaugurar o novo espaço desta organização, sentindo-se, também, extremamente bem recebido. O artista sabe o contexto económico-social do país no qual habita, afirmando, sem hesitar: Vivemos uma fase difícil e é importante referir que convivemos diariamente com um orçamento de estado cujo financiamento à Cultura não chega a 1%. Sendo o desenvolvimento cultural um factor essencial para qualquer país, é de louvar que algumas estruturas privadas criem condições e permitam que os criativos continuem a trabalhar, apoiando a sua internacionalização e apostando na continuidade do seu trabalho, da sua expressão!". A "Introspetiva" está patente na Edge Arts, "um projecto sem pretensões, propõe-se a fazer e, simplesmente, faz", até dia 19 de Novembro de 2012 no Espaço Amoreiras, Rua D. João V n°241.01, Lisboa.

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26.SET'12  |  in LE COOL

Exposição: Introspetiva | por Inês Alvim

Foi admiração à primeira vista - no amor sou molengona, demoro-me sem sentido de urgência, mas compenso por sofrer de admiração precoce. Conheci-o em "Oficina", instalação construída de intimidade. Conhecemo-nos melhor algures em "Home", num improvável e bem regado "Jantar Possível" e dei por mim cheia de referências auto-biográficas numa tardia "Casa de Contar Segredos". Foi admiração à primeira vista - no amor sou molengona, demoro-me sem sentido de urgência, mas compenso por sofrer de admiração precoce. Cobicei-lhe os "Clip Books" e o "Estendal" lá de casa e senti que não era a única. Com "Kiss Me With Your Red Lips And I’ll Never Be The Same" conquistou-me, mesmo sem ser a primeira. Foi admiração à primeira vista - no amor sou molengona, demoro-me sem sentido de urgência, mas compenso por sofrer de admiração precoce.

26.SET'12  |  in AGENDA CULTURAL - CML

Exposições / Escultura, Pintura, Vídeo Multimédia, Design - Nuno Vasa

Esta exposição reúne, pela primeira vez no mesmo espaço, criações produzidas por Nuno Vasa entre 2003 e 2012, de escultura, performance, pintura, vídeo e design. Esta seleção, realizada pelo artista e por Felisa Perez, responsável pelo Edge Arts, mostra criações que procuram envolver o visitante em que este desempenha uma ação performativa com a ativação de algumas peças. Nuno Vasa é jovem artista português com palmarés relevante, como o Prémio POPs Fundação de Serralves, Prémio Estampa da Casa de Velásquez (Madrid) ou Prémio D. Fernando II da Câmara Municipal de Sintra.

14.SET'12  |  in VIDA IMOBILIÁRIA

Edge Arts é o novo projeto do The Edge Group

O Edge Arts é o novo projeto cultural do The Edge Group. A holding de José Luís Pinto Basto e Miguel Pais do Amaral reitera assim a sua aposta em talentos artísticos emergentes portugueses. A primeira exposição do Edge Arts abre portas a 27 de setembro, com a "Introspetiva - O Jogo Possível" de Nuno Vasa, um jovem artista português que já inclui no seu palmarés distinções como o Prémio POPs Fundação de Serralves, Prémio Estampa da Casa de Velásquez (Madrid) ou Prémio D. Fernando II da Câmara Municipal de Sintra. Em comunicado, o grupo explica que «o Edge Arts nasce com a ambição de criar um programa diversificado e dinâmico, capaz de atrair e aproximar a arte contemporânea de novos públicos, com a organização de exposições, espetáculos, conferência com investigadores e colecionadores ou encontros com artistas». Tem como missão revelar o trabalho de artistas plásticos, músicos, atores, bailarinos, cantores ou cineastas, pretende dinamizar a relação com fundações, museus, institutos e centros culturais, galerias, associações independentes ou internacionais, escolas e universidades, para a divulgação do trabalho de novos criadores portugueses. O administrador, José Luís Pinto Basto, afirma que «as empresas, além de estarem focadas no seu negócio, têm um papel importante na sociedade. E, apostar em jovens talentos no domínio das artes é para nós uma forma de contribuir para a divulgação da nossa cultura».